4° Onda de Missões

Atualizado: Abr 22



1ª ONDA -- 1972 - Em meio a uma igreja cômoda e ociosa, Deus desperta o jovem William Carey (influenciado pelos Morávios) para restaurar o dever cristão de fazer missões. ("Espere grandes coisas de Deus e faça grandes coisas para Deus)



2ª ONDA --1865 - David Livingstone é instigado à exploração do desconhecido geográfico como missionário, sobrevivendo através de racionamentos e (muitas) orações. ("Não são grandes homens que mudam o mundo, mas pequenos homens nas mãos de um grande Deus")



3ª ONDA -- 1942 - 3° Onda e maior avanço missionário na história (avanço missionário global), utilizando escolas de idiomas e ciências sociais para ultrapassar as barreiras culturais e alcançar as ovelhas perdidas (povos inalcançados)




4ª ONDA -- "Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel deveria fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens;" Em 1 Crônicas 12:32 Deus nos ensina através dos filhos de Issacar a importância de sermos conhecedores do tempo ao nosso redor, de forma semelhante, Jesus chama a atenção dos fariseus em relação a essa mesma importância: "Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?" Lucas 12:56. Portanto, para melhor compreender nossa missão e vocação no mundo como representantes de Jesus nesta geração não podemos cometer mesmo erro dos fariseus, devemos entender a importância de estarmos preparados para as batalhas que Deus tem preparado para nós, compreendendo o que devemos fazer tanto como indivíduos quanto como corpo de Cristo unificado.

Por conseguinte, observamos alguns eventos ocorridos e informações trazidas por líderes e missionários de todo o mundo: após o auge da terceira onda e a virada do milênio, a taxa de crescimento da igreja mundial caiu em cerca de 75%, porém começou a crescer novamente nos últimos anos, como uma "pausa para respirar" antes de mais uma onda. Outra observação é o avanço da globalização e do uso da internet, atingindo um número de conexões nunca antes imaginado.

Outro fator é a mudança de mentalidade na Igreja, sendo instigada às esferas de influência da sociedade. Também podemos ver Deus guiando a Igreja à unidade encontrada na humildade, chamando seu povo à oração individual e em conjunto, ambos combustíveis para o derramar do avivamento de Deus sobre a Igreja que pode ser notado nos crescentes movimentos juvenis e grandes eventos missionários (The Send).

A partir de tais fatores, observa-se o limiar desta quarta onda de missões se levantando em uma escala internacional e globalizada, onde não há "nativos", e sim cristãos trabalhando como irmãos para fazer o evangelho conhecido utilizando as ferramentas tecnológicas que temos hoje, surgindo lideranças e ministérios inovadores e até "improváveis" diante da criatividade provida por Deus, correlativamente, sem perder o foco aos não-alcançados, todos os países serão campos missionários marcados pela unção de grande unidade no corpo de Cristo (interdenominacional).

Também será uma onda multigeracional, aproveitando-se do alcance às crianças, idade onde a maioria das pessoas é salva, deve-se dar a elas uma participação significativa, não obstante da flexibilidade dos jovens, que aprendem bem e não se prendem a nada ao ceder a seu espírito aventureiro, também incluem-se os mais idoso, que não desejam parar de andar em sua caminhada com Cristo. Cada cristão deve ser missional e entender sua vocação em Cristo, independente de sua idade.

Haverá um grande uso da oralidade no sentido da adaptação à linguagem oral e visual de cada cultura de forma que o evangelho seja melhor propagado e compreendido, além de uma abordagem relacional capaz de suprir o clamor atual por amor e relacionamentos.

A onda romperá com estruturas do controle eclesiástico sobre missões, uma vez que a expansão do Reino de Deus será feita através de todas as áreas da sociedade, abordando não apenas igrejas e agências missionárias, mas políticos, artistas, homens de negócios, cientistas, etc.

Logo, faz-se necessário diante deste tempo, uma atenção especial às visões e direções de Deus para a nova onda que complementará sua antecessora no complexo discipulado das nações. Devemos estar em constante inovação, moldando equipes em um modelo sinérgico e dinâmico, tudo debaixo do valor da co-criação com Deus, pois esforços solitários não são capazes de avançar por muito tempo, precisamos ter sede e fome por métodos e ideias mais eficazes, ter o desejo de aprender e depender apenas da vontade de Deus, dizendo "não sei como será feito, mas se é tua vontade, eu o farei!"

-Adaptado do livro de Ron Boehne e do texto de Jim Stier


Por Davi Safraid





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